Há dias em que penso em mim, mas não só em mim. Na minha relação com a vida, com tudo o que me rodeia. E sinto-me miseravelmente pequena.
Olho em volta como se fosse outro a olhar-me. Outro que não eu.
Olho em volta e tudo parece tão complexo, tão difícil que tenho vontade de desistir e dizer que não consigo. Mas só o facto de ali estar me atormenta. Ali, no meio de tanta gente. A outra pessoa que me observa não me distingue dos outros. O observador apenas sabe que não quer ser como nós, porque pensa que não conseguiria viver assim.
Penso que por vezes olhamos para os outros e pensamos que não conseguiríamos viver daquela maneira, mas quem disse que a nossa maneira era fácil?
O próprio observador desconhece a complexidade da sua própria vida. E, por isso, considera a sua mais simples, mesmo tendo tantos problemas, menos ou mais que os outros.
Nós, humanos, temos muito este hábito de não "olhar para o nosso umbigo", mas para o do vizinho. Sensibilizando-nos com os problemas de outra gente e disponibilizando-nos para a ajudar. Assim, fechamos muitas das vezes os olhos para os problemas que começam no nosso seio familiar e tentamos, em vez de arranjar soluções, desculparmo-nos. Algo que é bastante comum neste mundo fútil e interessado (não nos outros, em si e no seu bem-estar).
Penso e quero continuar a pensar que certos e determinados seres pensantes fogem a essa regra, ou quebram-na, mas apenas à tona. Isto é, não é pelo facto de nem sempre ajudarmos em campanhas que ajudam os necessitados, por exemplo, que vamos passar a ser desinteressados em relação aos seus problemas. Não, porque não somos. Ou nem todos são. Apenas uns não podem, outros não têm tempo, entre tantas outras desculpas que arranjamos e que se pensarmos bem nelas, afinal têm pés e cabeças. Têm, e porquê?
Porque dependemos das nossas desculpas, sejam elas verdadeiras desculpas, coisas que não podemos ou conseguimos contornar; ou desculpas no sentido que geralmente utilizamos, no sentido de pretexto para não fazermos algo de que não temos vontade, ficando sempre cima. (SALVO SEJA !)
Como este, encontramos vários assuntos/problemas que nos fazem pensar e repensar certas atitudes que tomamos e, ao tentar justificá-las, tentamos de certa forma, conhecer-nos. Descobrir o que somos sem ser apenas pelo que os outros dizem que somos, tentando ter uma opinião formada a nosso respeito minimamente coerente.
Eu pelo menos sou assim. E, inúmeras vezes tento por-me na posição de outro que não eu e ser o observador desconhecido que apenas visiona a minha vida como tantas outras. Sensível aos meus problemas, mas não aos dele... E então questiono-me sobre quem é que eu sou? Como sou? Porque eu quero saber, quero descobrir! Mesmo que por um lado pense que os meus juízos de mim nunca serão os mais acertados... Isto porque, infelizmente, (e isto é um mal geral) todos sabemos que temos defeitos, uma vez que não há ninguém perfeito, mas o problema está em que ninguém aceita os defeitos que tem ou todos os que tem. Não conheço ninguém que aceite, mesmo que diga que sim e que se mentalize que sim, a pessoa nunca aceita todos os seus defeitos porque há-de haver sempre aqueles com que não concorda e, por isso, é que por vezes toma as atitudes que toma. O que quero dizer com isto tudo é que eu nem sempre me sei definir e, tal como tantos outros, arranjo forma de o tentar fazer, nem que seja só para me contentar com essa definição por mim encontrada. O que é certo, é que tal como tenho dito ao longo do texto e continuo a insistir nesta ideia, é que eu não me sei definir a mim, por todas as razões que já apresentei, mas eu sei definir os outros! E é essa minha definição, juntamente com muitas outras mais, que o outro vive, contentando-se com o pouco que conhece de si, sendo grande parte desse conhecimento, o meu conhecimento dele.
Olho em volta como se fosse outro a olhar-me. Outro que não eu.
Olho em volta e tudo parece tão complexo, tão difícil que tenho vontade de desistir e dizer que não consigo. Mas só o facto de ali estar me atormenta. Ali, no meio de tanta gente. A outra pessoa que me observa não me distingue dos outros. O observador apenas sabe que não quer ser como nós, porque pensa que não conseguiria viver assim.
Penso que por vezes olhamos para os outros e pensamos que não conseguiríamos viver daquela maneira, mas quem disse que a nossa maneira era fácil?
O próprio observador desconhece a complexidade da sua própria vida. E, por isso, considera a sua mais simples, mesmo tendo tantos problemas, menos ou mais que os outros.
Nós, humanos, temos muito este hábito de não "olhar para o nosso umbigo", mas para o do vizinho. Sensibilizando-nos com os problemas de outra gente e disponibilizando-nos para a ajudar. Assim, fechamos muitas das vezes os olhos para os problemas que começam no nosso seio familiar e tentamos, em vez de arranjar soluções, desculparmo-nos. Algo que é bastante comum neste mundo fútil e interessado (não nos outros, em si e no seu bem-estar).
Penso e quero continuar a pensar que certos e determinados seres pensantes fogem a essa regra, ou quebram-na, mas apenas à tona. Isto é, não é pelo facto de nem sempre ajudarmos em campanhas que ajudam os necessitados, por exemplo, que vamos passar a ser desinteressados em relação aos seus problemas. Não, porque não somos. Ou nem todos são. Apenas uns não podem, outros não têm tempo, entre tantas outras desculpas que arranjamos e que se pensarmos bem nelas, afinal têm pés e cabeças. Têm, e porquê?
Porque dependemos das nossas desculpas, sejam elas verdadeiras desculpas, coisas que não podemos ou conseguimos contornar; ou desculpas no sentido que geralmente utilizamos, no sentido de pretexto para não fazermos algo de que não temos vontade, ficando sempre cima. (SALVO SEJA !)
Como este, encontramos vários assuntos/problemas que nos fazem pensar e repensar certas atitudes que tomamos e, ao tentar justificá-las, tentamos de certa forma, conhecer-nos. Descobrir o que somos sem ser apenas pelo que os outros dizem que somos, tentando ter uma opinião formada a nosso respeito minimamente coerente.
Eu pelo menos sou assim. E, inúmeras vezes tento por-me na posição de outro que não eu e ser o observador desconhecido que apenas visiona a minha vida como tantas outras. Sensível aos meus problemas, mas não aos dele... E então questiono-me sobre quem é que eu sou? Como sou? Porque eu quero saber, quero descobrir! Mesmo que por um lado pense que os meus juízos de mim nunca serão os mais acertados... Isto porque, infelizmente, (e isto é um mal geral) todos sabemos que temos defeitos, uma vez que não há ninguém perfeito, mas o problema está em que ninguém aceita os defeitos que tem ou todos os que tem. Não conheço ninguém que aceite, mesmo que diga que sim e que se mentalize que sim, a pessoa nunca aceita todos os seus defeitos porque há-de haver sempre aqueles com que não concorda e, por isso, é que por vezes toma as atitudes que toma. O que quero dizer com isto tudo é que eu nem sempre me sei definir e, tal como tantos outros, arranjo forma de o tentar fazer, nem que seja só para me contentar com essa definição por mim encontrada. O que é certo, é que tal como tenho dito ao longo do texto e continuo a insistir nesta ideia, é que eu não me sei definir a mim, por todas as razões que já apresentei, mas eu sei definir os outros! E é essa minha definição, juntamente com muitas outras mais, que o outro vive, contentando-se com o pouco que conhece de si, sendo grande parte desse conhecimento, o meu conhecimento dele.
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