Às vezes quero mudar de nome. Quero olhar em volta e não ser eu.
Este meu nome que me acompanha desde sempre, que é símbolo da minha identidade. Este meu nome que me diz quem sou... às vezes era tão melhor não dizer...
Quero ser eu e não quero.
Não quero ter imperfeições, não gosto que mas apontem. Quero ser perfeita e não quero. Não acredito que haja alguém perfeito, mas sim que haja uma ideia de perfeição idealizada por nós, seres pensantes.
Estas contrariedades atormentam o meu pensamento e há dias em que não as aguento. É nessas alturas que prefiro não ter nome.
Passar pela multidão, ser todos e não ser ninguém.
É necessitar de passar pela rua sem encontrar uma cara conhecida. É ansiar por estar num lugar distante de todos os que nos ligam a este lugar onde vivemos e, aos desconhecidos... a esses, seria apenas indiferente.
Parece estranho pensar desta forma que eu julgo que não é a mais correcta. E continuo a pensar que não é. Mas por outro lado, parece que preciso de me sentir assim... preciso de ficar triste e de pensar na vida para que as ideias fluam naturalmente como dantes.
Como escrevi no texto anterior, são os outros que nos dizem quem somos, e nós apenas vivemos com essa ideia e com uma outra mais pequena que é a que nós temos de nós próprios. Assim sendo, as palavras que os outros nos dizem magoam-nos muito mais que as nossas a nós mesmos. E, por isso, apesar de tentarmos combater essas palavras tentando sempre encontrar exemplos de experiências que já vivemos que comprovem a falsidade de tais juízos, às vezes a força é algo que nos escapa. Acabando assim, por não lutar por nós. Entregando de forma cobarde e cobrindo o rosto de lágrimas, a razão de mão beijada aos outros.
Mostramos a parte fraca e desejamos não ser ninguém. Desejamos nem nome ter. Esse que nos caracteriza e que nos diz que somos alguém mesmo quando não queremos ser.
Sabemos que não é isso que realmente pensamos em que queremos, mas sim o que nos “apetece”. Estes “apetites” revelam que nem sempre somos suficientemente fortes para pensarmos exclusivamente com a cabeça ou mais com ela, mas sim que pensamos, nestas alturas, muito mais com os sentimentos. O nosso pensar funciona apenas em função daquilo que sentimos, procurando episódios da nossa vida que justifiquem tais sentimentos.
E nós nunca, mas nunca quando estamos quase que estagnados no tempo, invadidos unicamente por ideias negativas, pensamos primeiro se estamos a pensar bem ou mal, se é certo ou errado aquilo que pensamos. Ou se pensamos, não queremos pensá-lo pois por vezes precisamos de nos sentir angustiados, tristes e indiferentes à vida.
1 comentário:
texto mto bOm... ai como te entendo..quem me dera desenhar-me a mim propria.. quem me dera controlar o uqe sinto...
es tudo rapariga =']
amOte@@@@@@@@@
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