Parti.
Parti para o Longe e pus de parte grandes confusões que em mim não eram esquecidas.
A excitação da chegada a um novo lugar e a da descoberta do mesmo foi tanta que depressa os pensamentos que há tanto me atormentavam ficaram adormecidos.
De lá nada eu conhecia. Tudo era estranho, tudo era estrangeiro. Mas grande parte era português e, de certa forma fez-me sentir em casa. Numa casa minha em que eu não lá morava realmente, mas uma casa.
As temperaturas baixas não me impediram de todo de me libertar de mim.
Vivi, dancei, esquiei e numa semana abstrai-me de tudo.
A sensação única do roçar dos flocos de neve na cara, os nevoeiros intensos, em que nada se via nem ninguém… foi tudo tão intrínseco, tão novo e maravilhoso.
O olhar pela janela embaciada, ver nevar lá fora e sentir-me quente, em casa, e contente com este sentimento de independência.
As conversas ao jantar, os bons e os maus cozinhados…
Os acordares de manhã, os velhos jogos de cartas, os chás da ceia, as danças da meia noite…
O ski… um desporto novo, nunca antes praticado por mim e com ao qual nunca esperei adaptar-me. Contudo, ao fim de 3 dias já se esquiava nas pistas difíceis, em que as sensações são únicas e indescritíveis.
As descidas a pique em que tantas vezes caímos… Descidas em que nos sentíamos a avançar no tempo, em que sentíamos a velocidade do vento a quebrar todos os limites imagináveis num sentimento total de liberdade.
Conceito que era, no entanto, deliberado e não exagerado.
Senti-me eu naquele desafio. Eu face ao desconhecido. Eu face aos obstáculos daquele branco “mundo” novo. E eu a superá-los com garra, empenho, força, e feliz.
Feliz por estar a viver um momento inesquecível o qual torná-lo-ei imortal em mim.
Não esqueci, contudo, o meu país e, sobretudo, os meus problemas. As pessoas que não partilharam do mesmo espírito ou que simplesmente não queriam tentar partilhar ou compreendê-lo, fizeram lembrar-me do meu eu infeliz e submisso.
MAS não me deixei cair por isso… Desta vez escolhi-me a mim. Escolhi-me e não me arrependo!
Fui eu e não havia nada nem ninguém que me fizesse desgostar ou a deixar aquela oportunidade de lado para me entregar a sentimentos de culpa…
A partida é apetecível, mas faz-nos sentir saudade.
A saudade, aquela vontade de correr e abraçar os nossos, aquela vontade de voltar ao nosso ninho... O imaginar de como iriam ficar contentes as pessoas que amamos com a nossa chegada, e nós por finalmente chegar.
A chegada.
A chegada tardia e madrugadora, mas muito muito desejada.
O retomar daquele abraço inacabado e infindo que nos deixou partir e que de braços abertos permaneceu aguardando ansiosamente a nossa chegada.
Os brilhos nos olhos, os sorrisos adoráveis, verdadeiros e puramente felizes, impossíveis de serem derrubados por qualquer tristeza alheia.
Os nossos rostos de meninos por voltar a Casa.
À verdadeira Casa… Onde se encontram os nossos eternos amantes, onde encontramos as nossas origens, onde sabemos aonde pertencemos, onde sabemos de nós, e quem somos… A verdadeira e eterna casa, que não é material, mas sentimental, a nossa verdadeira casa, é sempre aquela casa modesta que partilhamos com quem nos é querido e nunca apagado ou esquecido. É o nosso lar(lugar).
Parti para o Longe e pus de parte grandes confusões que em mim não eram esquecidas.
A excitação da chegada a um novo lugar e a da descoberta do mesmo foi tanta que depressa os pensamentos que há tanto me atormentavam ficaram adormecidos.
De lá nada eu conhecia. Tudo era estranho, tudo era estrangeiro. Mas grande parte era português e, de certa forma fez-me sentir em casa. Numa casa minha em que eu não lá morava realmente, mas uma casa.
As temperaturas baixas não me impediram de todo de me libertar de mim.
Vivi, dancei, esquiei e numa semana abstrai-me de tudo.
A sensação única do roçar dos flocos de neve na cara, os nevoeiros intensos, em que nada se via nem ninguém… foi tudo tão intrínseco, tão novo e maravilhoso.
O olhar pela janela embaciada, ver nevar lá fora e sentir-me quente, em casa, e contente com este sentimento de independência.
As conversas ao jantar, os bons e os maus cozinhados…
Os acordares de manhã, os velhos jogos de cartas, os chás da ceia, as danças da meia noite…
O ski… um desporto novo, nunca antes praticado por mim e com ao qual nunca esperei adaptar-me. Contudo, ao fim de 3 dias já se esquiava nas pistas difíceis, em que as sensações são únicas e indescritíveis.
As descidas a pique em que tantas vezes caímos… Descidas em que nos sentíamos a avançar no tempo, em que sentíamos a velocidade do vento a quebrar todos os limites imagináveis num sentimento total de liberdade.
Conceito que era, no entanto, deliberado e não exagerado.
Senti-me eu naquele desafio. Eu face ao desconhecido. Eu face aos obstáculos daquele branco “mundo” novo. E eu a superá-los com garra, empenho, força, e feliz.
Feliz por estar a viver um momento inesquecível o qual torná-lo-ei imortal em mim.
Não esqueci, contudo, o meu país e, sobretudo, os meus problemas. As pessoas que não partilharam do mesmo espírito ou que simplesmente não queriam tentar partilhar ou compreendê-lo, fizeram lembrar-me do meu eu infeliz e submisso.
MAS não me deixei cair por isso… Desta vez escolhi-me a mim. Escolhi-me e não me arrependo!
Fui eu e não havia nada nem ninguém que me fizesse desgostar ou a deixar aquela oportunidade de lado para me entregar a sentimentos de culpa…
A partida é apetecível, mas faz-nos sentir saudade.
A saudade, aquela vontade de correr e abraçar os nossos, aquela vontade de voltar ao nosso ninho... O imaginar de como iriam ficar contentes as pessoas que amamos com a nossa chegada, e nós por finalmente chegar.
A chegada.
A chegada tardia e madrugadora, mas muito muito desejada.
O retomar daquele abraço inacabado e infindo que nos deixou partir e que de braços abertos permaneceu aguardando ansiosamente a nossa chegada.
Os brilhos nos olhos, os sorrisos adoráveis, verdadeiros e puramente felizes, impossíveis de serem derrubados por qualquer tristeza alheia.
Os nossos rostos de meninos por voltar a Casa.
À verdadeira Casa… Onde se encontram os nossos eternos amantes, onde encontramos as nossas origens, onde sabemos aonde pertencemos, onde sabemos de nós, e quem somos… A verdadeira e eterna casa, que não é material, mas sentimental, a nossa verdadeira casa, é sempre aquela casa modesta que partilhamos com quem nos é querido e nunca apagado ou esquecido. É o nosso lar(lugar).
É bom estar de volta. : ]
P.s. : Fotografia tirada perto do apartamento onde ficámos. SANDI IV, E7 RULLA ! x'D
O vídeo foi feito por um colega nosso enquanto eu e a Joana esquiávamos com aquelas roupas maravilhosas. Eu tnho óculos de mosca, a Joana esquia melhor q eu ! xD
3 comentários:
LOOOOL!
Bom texto!
A joana Esqui melhor que tu?! eu diria o contrario!
Agora ja sabes inserir videos XD
XD
Quem é que estava a filmar?!
@
...A Joana *Esquia*...
Muito bom texto!!!Os meus sinceros parabens, retrata aquilo que as vezes tento transmitir aos que ainda nao acreditam que na neve se vive e respira outro ar,outra vida e outra experiencia que nao estamos nada a espera.
Sou Rp da Equipa Megafinalistas Organizadora das viagens a neve de Finalistas/Sumol Znowtrip
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