domingo, 13 de julho de 2008

Perdoei


Dizem ‘que errar é humano e perdoar é divino’
E então perdoei. Nem sei explicar como, nem sei explicar bem o porquê, sei apenas dizer que não queria abandonar toda a felicidade que eu até aí tinha construído com aquela pessoa…
Não conseguia! Não conseguia sentir despreocupação da outra parte, como se amor, se o houve, foi efémero… Ainda assim, por mais estúpido que seja, não consegui dizer não ao querer talvez não tão supremo como quis do sim.
Queria eu mandar no coração, como antes tantas vezes o fazia.
Mas não… tinhas de me mudar! Tinhas de fazer de mim tua eterna súbdita, aquela que vai querer sempre lutar por ti!
Não me arrependo da minha escolha. Contudo, penso e sei, no fundo, que não foi nem de perto nem de longe, a mais acertada.
Depois de todos os dar a mão, depois de todas as palavras sentidas e tuas um tanto não sentidas, depois de saber o que quero de ti e o que quero que para mim sejas, não esperava uma desilusão destas. Porque de ti, principalmente de ti, não a esperava…
Agora de que vale iludir-me e dizer que tudo ficará como dantes, se sei que nunca ficará.
Sei que a confiança uma vez perdida, é quase impossível de ser recuperada na sua totalidade… E não creio, que vá ser excepção comigo.
Mas continuo a ter uma força interior qualquer, irritante e frustrante que não me deixa desistir!
Chama-lhe amor, chama-lhe paixão, chama-lhe o que quiseres... para mim não passa de um sentimento intrínseco, intenso e incomensurável ao qual tu não deste o devido valor.
E que eu, por muito que me esforce, não o consigo não sentir.

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