quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dualidade constrangedora


Dei o dito por não dito e deitei os olhos ao mar...
Ao mar de incertezas fiéis, as quais nunca deixarei escapar.
Procurei nas suas profundezas respostas... respostas para perguntas imperfeitas, que nunca deveriam ter sido feitas.
Quanto mais procurei mais me ilucidei ou iludi.
Quanto mais mergulhei mais me perdi e esqueci.
Quanto mais quis menos encontrei.
Só queria ter certezas...
Aquelas a quem dei liberdade.
Aquelas que, de aparente (in)felicidade, se foram com o tempo desvanecendo...
E pensar que elas já foram uma constante na minha vida e que agora são tão inconstantes.
Pensar que cega fui, ou que cega estou a ser se na verdade, a Verdade se esconde de mim para eu encontrar as minhas respostas por mim, e não com algo que as comprove.
Sinto-me perdida numa confusão onde até este mar se perde, se afoga na sua própria mágoa e rancor, onde procura apenas descansar a sua dor interior e, em vez disso, cada vez mais se transforma, me transforma, e me faz ruir.
Não sei de mim.
Ruí.






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