Levanto-me do sofá corroído pelo tempo infame e procuro o meu reflexo.
Perco-me nessa observação e vou para além do olhar. Perco a noção do tempo e vagueio para outras vivências antigas que teimam em magoar-me, como se a competir estivessem.
Percorrem-me o pensamento destemidas e tenazes lembrando-me da solidão em que me encontro. Lembrando-me do meu sorriso que, nesta altura tão importante, me foi sequestrado.
Queria-lo de volta. Mas pedi-lo é demasiado porque até agora não obtive nenhuma resposta ao meu tão desejado requerimento.
Sou messiânica. Inexplicavelmente é a única explicação para ansiar tudo aquilo que não virá, tudo aquilo que não poderei recuperar.
Tenho mais do que vontade de chorar e mais do que razões para o
fazer. Todavia, tenho também um estranho e irreconhecível sentimento que não quer revelar o meu estado interior.
Sinto tanto a tua falta. E o péssimo é saber que não a deveria sentir e não conseguir.
Talvez a morte ao coração não seja assim tão violenta como soa a palavra e, quiçá, até acabaria com este meu desgosto.
Disseste que me amavas com uma voz tão inocente à qual nem os que assim são conotados se atreveriam a fazer frente. E nem o fizeram.
Ver-te, imaginar-te, saber de ti, conhecer-te só me fere mais. Preferia esquecer-me de ti.
E se me esquecesse, conseguiria não voltar a cair neste horrendo erro de amar?
Espero “messianicamente” que não, mas sei conscientemente que sim.
Parece que quanto mais vivo mais me iludo em palavras que tomo, à partida, como mentirosas, ignorando-lhes o rótulo.
Procuro em ti a pessoa que em ti morreu e que em mim vive. Solta, livre, leve. É como ar que respiro, não lhe importa a limitação do tempo, nem de nada. Vive porque lhe dou o que necessita para tal.
Estimulo-lhe a essência sem obter qualquer retorno.
Quem procuro querer não existe, fez-se por existir enquanto pôde, enquanto quis. E eu, apelando fortemente à minha ignorância mais profunda acenei com a cabeça, como se de uma infantilidade se tratasse. E tratava-se, mas não quis ver isso.
“Cada um faz a cama onde se deita”. Eu apenas fiz a minha. Agora? Agora deito-me dela.
Abandono o meu triste reflexo que nada de bom me traz e reconforto-me no leito dos problemas, visto que é o único que ainda me aceita para nele me recolher.
Insulta-me todas as noites. E todas as noites esses insultos impetuosos eu mereço.
Doem. Mas dói mais pensar em ti.
Pensar no que por ti sinto.
Vou fingir que te esqueci.
Percorrem-me o pensamento destemidas e tenazes lembrando-me da solidão em que me encontro. Lembrando-me do meu sorriso que, nesta altura tão importante, me foi sequestrado.
Queria-lo de volta. Mas pedi-lo é demasiado porque até agora não obtive nenhuma resposta ao meu tão desejado requerimento.
Sou messiânica. Inexplicavelmente é a única explicação para ansiar tudo aquilo que não virá, tudo aquilo que não poderei recuperar.
Tenho mais do que vontade de chorar e mais do que razões para o
fazer. Todavia, tenho também um estranho e irreconhecível sentimento que não quer revelar o meu estado interior.
Sinto tanto a tua falta. E o péssimo é saber que não a deveria sentir e não conseguir.
Talvez a morte ao coração não seja assim tão violenta como soa a palavra e, quiçá, até acabaria com este meu desgosto.
Disseste que me amavas com uma voz tão inocente à qual nem os que assim são conotados se atreveriam a fazer frente. E nem o fizeram.
Ver-te, imaginar-te, saber de ti, conhecer-te só me fere mais. Preferia esquecer-me de ti.
E se me esquecesse, conseguiria não voltar a cair neste horrendo erro de amar?
Espero “messianicamente” que não, mas sei conscientemente que sim.
Parece que quanto mais vivo mais me iludo em palavras que tomo, à partida, como mentirosas, ignorando-lhes o rótulo.
Procuro em ti a pessoa que em ti morreu e que em mim vive. Solta, livre, leve. É como ar que respiro, não lhe importa a limitação do tempo, nem de nada. Vive porque lhe dou o que necessita para tal.
Estimulo-lhe a essência sem obter qualquer retorno.
Quem procuro querer não existe, fez-se por existir enquanto pôde, enquanto quis. E eu, apelando fortemente à minha ignorância mais profunda acenei com a cabeça, como se de uma infantilidade se tratasse. E tratava-se, mas não quis ver isso.
“Cada um faz a cama onde se deita”. Eu apenas fiz a minha. Agora? Agora deito-me dela.
Abandono o meu triste reflexo que nada de bom me traz e reconforto-me no leito dos problemas, visto que é o único que ainda me aceita para nele me recolher.
Insulta-me todas as noites. E todas as noites esses insultos impetuosos eu mereço.
Doem. Mas dói mais pensar em ti.
Pensar no que por ti sinto.
Vou fingir que te esqueci.
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