sábado, 31 de outubro de 2009

Problema de Expressão


Nem escrever consigo, tenho um problema de expressão.
És tão rude, as tuas palavras são tão afiadas.
Não sou desistente, mas a minha atitude começa a ser de desistência. Sou diferente e, por isso, não amada. Sou sensível e, por isso, não acarinhada. Sou negativa e, por isso, não credível. Sou sincera e, por isso, não válida. Sou estrangeira e, portanto, diferimos em todos os aspectos e na nacionalidade.
Disponho de capacidades inatas desconhecidas baseio-me no axioma das sensação.
Se fosse uma palavra talvez essa fosse.
Roubas-me a alegria e o coração. És abusador e criminoso, devias ser preso ou no mínimo sancionado, mas a tua consciência não predispõe de remorsos para as más escolhas que tomas, no mau uso da tua liberdade enquanto prejudicas os outros.
“Põe-te no seu lugar” – propõe Savater em “Ética para um Jovem” – proponho-te eu porque precisas de parar e pensar. Algo que pode ser muito bonito exteriormente, mas que se o seu interior for apenas vácuo, então toda a beleza lhe é retirada. Ignorância minha inimiga. Quem me dera que te iluminasses e me visses enquanto aqui estou, enquanto as tuas vassouradas ainda não me conseguiram demover atitudes nem varrer-me para fora de ti.
Talvez devesse. Sim, um bilião de coisas que não consigo simplesmente porque sou fraca.
Simplesmente porque gosto de ti.

Sem comentários: