sábado, 31 de outubro de 2009

Sombra


Se sou sombra longe da luz, então também o ar que respiro é impuro.
Tão maculado que nem se percebe a sua causa. E ali está ela, de fronte, estagnada, numa atitude cínica e de incongruência, impaciente com o caos.
Como gosta! E que gosto!
Que desgraça, que pesar, que figura… que vergonha de ser.
Querias sol brilhante e estrela cadente e aí tens o mais bem conseguido disfarce da fera.

Eu sou apenas isto: triste verdade nua e crua. Dura, gelada, inundada de emoções, que se move com a beleza natural e a minha realidade é a mais simples e tão facilmente descodificável com um claro e sincero beijo.

Difícil?


Difícil é o fingimento.


Difícil é não gostar.

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