As imagens nem sempre são o que parecem e a sua lucidez é por vezes o menos lúcido, o enevoado, o incompleto, o por mostrar.
São um segredo. Um segredo que não sabemos, mas que o temos guardado, não sabemos bem em que gaveta, nem tão pouco que tipo de chave se é que existe. De nada se sabe. É como se nem sequer lá estivesse. O pensar deturpa as imagens e mistura-as, confundindo-nos as sensações, confundindo-nos os sentimentos.
A verdade afasta-se tanto quanto se aproxima a mentira. Tão sumptuosa, tão certa de si mesma, tão falsamente credível. É difícil saber pelo que não optar, é difícil ter uma certeza e ser essa mesma certeza o mais certo para se fazer.
Como se pode distinguir tal coisa? Por que é que não pode ser simplesmente acessível?
As promessas são apenas uma invenção quebrável, não sincera e não suprível. São como algumas palavras, ditas por quem não sabe o que valem.
Enevoadas como as imagens, invadem-se, escondem-se e mostram-se, confunde-se o real com o irreal e eu confundo-me com a imaginação que crio... não sei em que acreditar.
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