Por breves momento respirei. Inalei um ar puro destemido, exuberante, tão natural e respirável. Não tinha quaisquer impurezas. Era forte, capacitado e detinha sobretudo o poder de se Ser. Poder importante que nem todos o conseguem atingir ou descobrir. Encontra-se sempre coberto por entre muitas outras substâncias que ninguém nunca sabe muito bem o que são, mas sabe-se que existem, diz-se que. Diz-se muita coisa. E realmente por vezes o problema passa mesmo pelo dizer. Pelo que se diz e pelo que não é dito, como disse, o problema é de facto um problema de expressão. Não um qualquer. Denote-se que a expressão é tão infinita quanto o horizonte e, portanto, quero apenas limitar-me entre o correcto e o incorrecto. Isto é, por entre tanta liberdade de expressão proferem-se coisas várias e outras tantas ficam por dizer, sendo essas as mais importantes de se tornarem audíveis. Claro que este problema não é geral, mas eu sinto-o relativamente a muita gente. E, claro está, que associada à palavra expressão está o veredicto da coisa.
Não me vou ocupar com este tema que tanto batalho, mas é realmente estranho como tanta gente se exprime e, ao mesmo tempo, sofre de falta de expressão. Também não devia ser minha ocupação tentar perceber os comportamentos que sinto como alienígenas. Deixa-los-ei estar, talvez um outro dia, com umas outras palavras, exprimirei o contrário ao meu pensamento. Se tal acontecer, as minhas palavras nada mais valerão, terei ficado doente, apática, sem expressão.
Sem comentários:
Enviar um comentário