sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Medo de mim

Medo.
Medo tenho eu de mim.
Afastar-me.
Afastar-me é tudo o que quero.
Fugir.
Fugir daqui para um lugar desconhecido.
Desaparecer.
Desaparecer antes que alguém saia ferido.
Exilar-me.
Exilar-me é tu o que me resta.
Esconder-me.
Esconder-me de quem eu gosto, para que nenhum mal o meu eu de agora lhes faça.
Lembrar.
Lembrar é tudo o que posso fazer para não os esquecer.
Morrer.
Morrer posso eu querer, mas não é coisa que vá fazer, porque ainda me respeito.
Adormecer.
Adormecer o meu querer, a minha vontade e, sem isso, reviver.
Reviver.
Reviver é tudo o que preciso, num lugar a que eu chame o meu exílio, onde me possa
esconder para não magoar quem eu ainda estimo e para que deles sempre me lembre. E desaparecer sem deixar rasto, deixando em vez disso lembrança. Esquecendo a esperança e aguardando por um nada que é um tempo que me vai levando...
Imagem: Criada por mim. Tem com cores com que agora me identifico.

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