sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Quem sou?


Afinal quem sou?
O que sou?
Estas questões atormentam-me mais que qualquer outra coisa, mais do que alguma vez me atormentaram.
Cada vez mais tenho medo de mim, medo do que sou.
Sinto que só longe de mim os outros viveriam bem, sem me terem por perto a magoá-los.
Não sei se faço bem ou mal as coisas. Não quero magoar ninguém e acabo sempre por magoar.
Talvez o melhor para eles seja viver longe de mim. Bem longe desta pobre criatura inconsciente que inconscientemente só magoa.
Pode parecer um pensamento estúpido, e quando me tento ter o pensamento do outro chamo-me repetidas vezes ridícula! Mas é o que eu sinto, e só me sinto melhor se eu o confessar a mim a escrever.
Desta vez, vou guardar isto para mim, vou pensar comigo e não vou confessar a ninguém o que sinto, senão a mim. Começo a parecer trágico-dramática para os outros e não quero. Mas preciso de o fazer para mim.
Por mais que me ajudem e eu agradeço, ninguém sabe como me sinto, nem como penso e nem mesmo o que penso de mim. Logo, ninguém me pode compreender, nem eu mesma o consigo fazer.
Não sei explicar as minhas acções, e tenho raiva de muitas delas.
Não sei se não sei no que me transformei, ou se o problema é nunca ter pensado sobre quem sou.
Parece que a palavra que mais escrevo é não sei em qualquer um dos textos. Não sei, nunca sei de nada. E, por vezes, não sei se o melhor era como estava, ou se agora... que penso como estou.
Pessoa tem razão... pensar dói!
Não sei, não sei, não sei, não sei, não se, não sei, NÃO SEI !
NÃO ME CONHEÇO!
ESTRANHO-ME!
Olho-me ao espelho e não me vejo!
Olho-me e tenho horror a mim!
Olho-me e desprezo-me!
Olho-me e não me preocupo comigo!
Olho-me e desinteresso-me por mim!
Olho-me e sou ignorante ao ponto de nem de mim saber!
Olho-me e choro!
“Desolho-me” e sorriu!
Transpareço uma alegria, que na realidade nada mais é que o esconderijo de uma menina que sofre...

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