Saltei. Atirei-me do mais alto precipício.
Fechei os olhos, abri os braços e deixei que o vento me levasse para longe da terra firme.
Senti o meu corpo gelar ao entrar em contacto com a água lacrimosamente salgada.
Da cabeça aos pés não me senti. Mergulhada no Nada que nada era, quis apenas estar comigo, sozinha, para poder estar com os outros.
Estar comigo um tempo, no profundo oceano que tantas vezes procuro e me é distante. Quase me foge. Menos hoje. Hoje estava lá, ondulante e com um olhar incerto, receptor da minha dolência.
Enrolou-me na sua maior onda e ali fiquei estarrecida, revelando-me.
O problema nunca são os sonhos que imaginamos, mas sim o acordar. Acordar para ver a luz, para ganhar uma força que nos transcende, que em nós irradia, mas que não a podemos ver nem da sua existência saber.
E no fundo do alto mar, procuro o meu tesouro de pirata bem fechado como se espera. Todavia, mais do que procuro esse tesouro, procuro a única chave que abre tal delicada fechadura. A sua forma é tão simplesmente condoída e intrínseca e assume-se como minha procurada. Não sei ao certo o que procuro. Germina em mim a dúvida acerca de todas as coisas. As dúvidas do meu cepticismo inderrubável. Este não possui qualquer tipo de chave ou abertura para se assumir como Verdade absoluta.
Fechei os olhos, abri os braços e deixei que o vento me levasse para longe da terra firme.
Senti o meu corpo gelar ao entrar em contacto com a água lacrimosamente salgada.
Da cabeça aos pés não me senti. Mergulhada no Nada que nada era, quis apenas estar comigo, sozinha, para poder estar com os outros.
Estar comigo um tempo, no profundo oceano que tantas vezes procuro e me é distante. Quase me foge. Menos hoje. Hoje estava lá, ondulante e com um olhar incerto, receptor da minha dolência.
Enrolou-me na sua maior onda e ali fiquei estarrecida, revelando-me.
O problema nunca são os sonhos que imaginamos, mas sim o acordar. Acordar para ver a luz, para ganhar uma força que nos transcende, que em nós irradia, mas que não a podemos ver nem da sua existência saber.
E no fundo do alto mar, procuro o meu tesouro de pirata bem fechado como se espera. Todavia, mais do que procuro esse tesouro, procuro a única chave que abre tal delicada fechadura. A sua forma é tão simplesmente condoída e intrínseca e assume-se como minha procurada. Não sei ao certo o que procuro. Germina em mim a dúvida acerca de todas as coisas. As dúvidas do meu cepticismo inderrubável. Este não possui qualquer tipo de chave ou abertura para se assumir como Verdade absoluta.
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