Sinto uma brisa gélida tocar-me o rosto incógnito. Parece que foi ontem que sorria em harmonia com o mundo que o recebia de braços abertos.
As ideias confundem sentimentos que rodam em torno de um eixo qualquer que ainda não encontrou lugar onde assentar.
Tudo gira e me foge.
Tudo magoa.
O sal em mim patente, que já eu o julgava ausente, voltou de novo a atacar.
Resta-me esperar.
Resta-me esperar.
Olho para o mar ondulante. Ondas que vão e voltam, todas iguais, mas todas diferentes. Dizem-me aquilo que já sei. E neste percurso de vaivém que fazem, crescem-me esperanças de que pelo menos uma delas me traga alguma resposta.
Não são cor de esperança, não são sequer azuis, são de um monocromatismo inigualável, são a cor do meu interior vazio.
Não quero mais dizer palavras tão incipientes, tão poucas palavras que não dizem tudo. Por isso, continuo sentada na areia molhada embalada pela canção do mar, pela canção do meu imaginário, aquela que me mantém informada sobre o que quero de mim. A que me conta em uníssono por meio da espuma da onda que rebenta, o porquê daquilo que mais anseio saber, conhecer, experienciar.
Pena nem sempre interpretar os seus conselhos e, cavar buracos nos quais sei sempre tão bem tropeçar.
Por vezes esqueço-me que já não tenho a inocência de criança e que as minhas atitudes magoam.
Apetece-me virar a ampulheta do Cronos ao contrário. Pedir-lha-ei emprestada, o plano soa a perfeição. Perfeição demasiada para ser real.
Queria mudar o tempo, mas não sei o que lhe mudaria. Apenas sei que preferia mil vezes magoar-me a mim do que a alguém tão especial.
As ideias confundem sentimentos que rodam em torno de um eixo qualquer que ainda não encontrou lugar onde assentar.
Tudo gira e me foge.
Tudo magoa.
O sal em mim patente, que já eu o julgava ausente, voltou de novo a atacar.
Resta-me esperar.
Resta-me esperar.
Olho para o mar ondulante. Ondas que vão e voltam, todas iguais, mas todas diferentes. Dizem-me aquilo que já sei. E neste percurso de vaivém que fazem, crescem-me esperanças de que pelo menos uma delas me traga alguma resposta.
Não são cor de esperança, não são sequer azuis, são de um monocromatismo inigualável, são a cor do meu interior vazio.
Não quero mais dizer palavras tão incipientes, tão poucas palavras que não dizem tudo. Por isso, continuo sentada na areia molhada embalada pela canção do mar, pela canção do meu imaginário, aquela que me mantém informada sobre o que quero de mim. A que me conta em uníssono por meio da espuma da onda que rebenta, o porquê daquilo que mais anseio saber, conhecer, experienciar.
Pena nem sempre interpretar os seus conselhos e, cavar buracos nos quais sei sempre tão bem tropeçar.
Por vezes esqueço-me que já não tenho a inocência de criança e que as minhas atitudes magoam.
Apetece-me virar a ampulheta do Cronos ao contrário. Pedir-lha-ei emprestada, o plano soa a perfeição. Perfeição demasiada para ser real.
Queria mudar o tempo, mas não sei o que lhe mudaria. Apenas sei que preferia mil vezes magoar-me a mim do que a alguém tão especial.
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