Preenchem-me as memórias as palavras tristes.
Invadem-me o corpo sem qualquer insatisfação nem pudor. Sou aquilo que não quero, sou fruto pecador.
Restos de vida abandonados em mim.
Lágrimas secas pela passagem do tempo imundo que me consome a alegria.
Não encontro o que de mim perdi. Procuro no Nada aquilo que não pode ser descoberto. E, no antro da minha insipiência, choro incessantemente enquanto chamo por mim.
Mas não sei já o meu nome, não tenho pelo que chamar. E se as onomatopeias deixam de fazer sentido neste apelo, calo-me e choro.
Choro culposo, choro rancoroso que me lembra daquilo que eu de mim não quero saber.
Quanto mais vivo, mais me iludo e aprendo.
Não sei ser-me.
As lágrimas não acarretam sentimentos de culpa. Estes preferem ficar e evocar-me aquilo que mais me dói.
Quero fugir.
Quero fugir de mim.
Invadem-me o corpo sem qualquer insatisfação nem pudor. Sou aquilo que não quero, sou fruto pecador.
Restos de vida abandonados em mim.
Lágrimas secas pela passagem do tempo imundo que me consome a alegria.
Não encontro o que de mim perdi. Procuro no Nada aquilo que não pode ser descoberto. E, no antro da minha insipiência, choro incessantemente enquanto chamo por mim.
Mas não sei já o meu nome, não tenho pelo que chamar. E se as onomatopeias deixam de fazer sentido neste apelo, calo-me e choro.
Choro culposo, choro rancoroso que me lembra daquilo que eu de mim não quero saber.
Quanto mais vivo, mais me iludo e aprendo.
Não sei ser-me.
As lágrimas não acarretam sentimentos de culpa. Estes preferem ficar e evocar-me aquilo que mais me dói.
Quero fugir.
Quero fugir de mim.
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