O sol é meu complemento. Este tempo caloroso invade-me de sentimentos de alegria e não há dia em que não queira cantar bem alto para expressar tanto júbilo.
Molho os pés na água que me gela o corpo que se diz quente.
Talvez seja do choque térmico ou talvez não, todavia sei que as minhas inseguranças repentinas perturbam, mas é tão difícil olhar para o céu e sentir-me livre para nele voar com asas que Ícaro tanto inveja.
Até lá, sinto-me azul. Da cor da onda que balança e que, por fim, rebenta pacífica, pachorrenta, sem limitação do tempo nem de nada que a obrigue a parar.
Dá por si sozinha. Límpida como nunca antes vista, com o reflexo dos intensos raios de sol nela a incidir, a acentuar o belo do pôr-do-sol que se faz por anunciar e, no entanto, está desacompanhada.
Ainda tenta sacudir o seu sal e misturar-se com águas de outro tipo que a repugnam, mas se de nada vale, então é preferível deixar-se ir na maré.
Há tanto rumo pela frente, tanto por rebentar, tanta espuma para fazer, tanta areia para percorrer e tantos pés para molhar. Tanto para se erguer e mostrar toda a força que nela impera.
De tanta coisa nos falam as ondas e tanta coisa podemos nós delas falar. São mares de palavras infindas e tão ditadoras de orações tão sublimes na sua subjectividade. Difíceis de interpretar, sabe tão bem sê-las em poucos vocábulos. Vocábulos esses que me fazem ser parte do que te quero contar.
Tens sido, em harmonia com estes dias luminosos, a razão do meu contentamento e não é ininteligível sabê-lo, mas é tão burlesco ainda mo perguntares com uma inocência risível. Dado que, penso que te tento mostrar tudo aquilo que digo. Sabes o quanto tento passar contigo todo o tempo que me predispões.
Claro que tenho a minha oscilação e cogitações incertas, que podem ou não ser comprovados, mas que, geralmente, não passam de pensamentos sensabores baseados em episódios fictícios que a minha imaginação faz por me mostrar.
Dá-me do sal que eu não quero provar e, aflige-me por maldade.
A desistência é o lugar que tomam, habitualmente, os de fraco espírito.
Pertence antes à outra parte. E faz por, como me disseste uma vez por meio de verdades parciais, deixar-me pertencer-te.
Sabes que em mim tens o teu leito.
Molho os pés na água que me gela o corpo que se diz quente.
Talvez seja do choque térmico ou talvez não, todavia sei que as minhas inseguranças repentinas perturbam, mas é tão difícil olhar para o céu e sentir-me livre para nele voar com asas que Ícaro tanto inveja.
Até lá, sinto-me azul. Da cor da onda que balança e que, por fim, rebenta pacífica, pachorrenta, sem limitação do tempo nem de nada que a obrigue a parar.
Dá por si sozinha. Límpida como nunca antes vista, com o reflexo dos intensos raios de sol nela a incidir, a acentuar o belo do pôr-do-sol que se faz por anunciar e, no entanto, está desacompanhada.
Ainda tenta sacudir o seu sal e misturar-se com águas de outro tipo que a repugnam, mas se de nada vale, então é preferível deixar-se ir na maré.
Há tanto rumo pela frente, tanto por rebentar, tanta espuma para fazer, tanta areia para percorrer e tantos pés para molhar. Tanto para se erguer e mostrar toda a força que nela impera.
De tanta coisa nos falam as ondas e tanta coisa podemos nós delas falar. São mares de palavras infindas e tão ditadoras de orações tão sublimes na sua subjectividade. Difíceis de interpretar, sabe tão bem sê-las em poucos vocábulos. Vocábulos esses que me fazem ser parte do que te quero contar.
Tens sido, em harmonia com estes dias luminosos, a razão do meu contentamento e não é ininteligível sabê-lo, mas é tão burlesco ainda mo perguntares com uma inocência risível. Dado que, penso que te tento mostrar tudo aquilo que digo. Sabes o quanto tento passar contigo todo o tempo que me predispões.
Claro que tenho a minha oscilação e cogitações incertas, que podem ou não ser comprovados, mas que, geralmente, não passam de pensamentos sensabores baseados em episódios fictícios que a minha imaginação faz por me mostrar.
Dá-me do sal que eu não quero provar e, aflige-me por maldade.
A desistência é o lugar que tomam, habitualmente, os de fraco espírito.
Pertence antes à outra parte. E faz por, como me disseste uma vez por meio de verdades parciais, deixar-me pertencer-te.
Sabes que em mim tens o teu leito.
Sinto os pés resfriados, mas sabe tão bem caminhar com leveza sobre a mesma água que me revela pedaços de mim, enquanto lhe confesso as minhas dolências.
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