Sim, acordei. Talvez de um dulcíssimo sabor a palavras, talvez de uma paragem temporal onde tudo se perde quando imbuído em devaneios sentidos, loucura é o que lhe chamam.
Não me importo. O meu canto alto não importuna e eu sinto-me tão grande por momentos.
Chama-me o que quiseres. Sinto que libertei certos medos de mim mesma.
Não tenho certezas porque não sou omnisciente, talvez prefira não saber. Tenho as convicções que necessito para sorrir.
Soa sempre tão bem dizer que sorrio por ti, por mim, por nós.
Não me importo com essa tua estranha maneira de demonstrar sentimentos se o sabes fazer por outros meios.
E as palavras são tão incipientes e eu sinto-me bem com isso.
Sinto-me excessivamente limitada e é tão bom escrever assim.
Vejo o mundo tão colorido. Não sabes as minhas cores, mas coloriste harmoniosamente o meu pequeno refúgio com as tuas.
São depuradas, são lindas, são tuas.
Basta-me tudo isso.
As palavras maviosas circundem o ar que nos rodeia. O seu perfume tem uma presença ainda maior que qualquer outro.
A sua fragrância não é de nada que possa ser palpável, visto, apenas sentido. Sente-se que é imaculada, natural.
Faz-me sorrir.
Deve derivar de algum processo químico que fugazmente criaram, ou é apenas um suave aroma que sente uma jovem tonta, ingénua, apaixonada.
É uma combinação aromática primorosa.
É a simbiose perfeita.
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