Era silêncio. Silêncio e paz que eu queria.
Sinto-me tão sozinha. Estou tão sozinha. Ninguém se apercebe da minha dolência.
Deixaste-me, deixaram-me. As minhas palavras são pesadas e cansam, já não tenho a quem as contar.
Triste de mim que as carrego porque alguém motivos me dá. Chora lágrimas que não convencem quem as conhece, mas comovem quem não as sente.
Quem me dera que a Verdade detivesse o braço mais forte e musculado que o da Falácia.
Talvez devesse ser falsa também para pertencer a este mundo de jogo de roleta num casino qualquer, infame.
Vendo-te as palavras porque já de nada me servem. Ninguém as ouve. Nem eu. Parecem lamúrias todas com a mesma forma, todas sem sentido.
Não me sinto necessária aqui senão para gerar o caos.
Estavam tão bem se eu estivesse longe. Nada me diz o contrário. Cada vez me sinto mais inútil, cada vez me sinto menos eu, cada vez menos olho ao espelho e vejo o meu reflexo. Não conheço quem vejo espelhado. Talvez tenha mudado a aparência ou então cansei-me de vestir o traje que me impuseram, mas que, agora, outro não conheço.
Palavras, palavras, palavras! Estou farta de palavras!
Cansei-me de vos ouvir falar palavras sem conteúdo. Cansei-me de falar e de não ser ouvida. Cansei-me de ser aquilo que querem e não aquilo que realmente sou. Cansei-me de me amarem pelas vontades satisfeitas e de não se darem, sequer, ao trabalho de dizerem que sabem o meu nome, símbolo da minha identidade.
Se de mim nada querem saber, deixem-me fugir.
Eu aqui já não pertenço mais.
Sinto-me tão sozinha. Estou tão sozinha. Ninguém se apercebe da minha dolência.
Deixaste-me, deixaram-me. As minhas palavras são pesadas e cansam, já não tenho a quem as contar.
Triste de mim que as carrego porque alguém motivos me dá. Chora lágrimas que não convencem quem as conhece, mas comovem quem não as sente.
Quem me dera que a Verdade detivesse o braço mais forte e musculado que o da Falácia.
Talvez devesse ser falsa também para pertencer a este mundo de jogo de roleta num casino qualquer, infame.
Vendo-te as palavras porque já de nada me servem. Ninguém as ouve. Nem eu. Parecem lamúrias todas com a mesma forma, todas sem sentido.
Não me sinto necessária aqui senão para gerar o caos.
Estavam tão bem se eu estivesse longe. Nada me diz o contrário. Cada vez me sinto mais inútil, cada vez me sinto menos eu, cada vez menos olho ao espelho e vejo o meu reflexo. Não conheço quem vejo espelhado. Talvez tenha mudado a aparência ou então cansei-me de vestir o traje que me impuseram, mas que, agora, outro não conheço.
Palavras, palavras, palavras! Estou farta de palavras!
Cansei-me de vos ouvir falar palavras sem conteúdo. Cansei-me de falar e de não ser ouvida. Cansei-me de ser aquilo que querem e não aquilo que realmente sou. Cansei-me de me amarem pelas vontades satisfeitas e de não se darem, sequer, ao trabalho de dizerem que sabem o meu nome, símbolo da minha identidade.
Se de mim nada querem saber, deixem-me fugir.
Eu aqui já não pertenço mais.
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