domingo, 30 de agosto de 2009

Fealdade

Errei.
Errei quando acreditei nas tuas palavras. Errei quando acreditei nos teus gestos. Errei quando me considerei importante.
O vento tudo leva. E levou-me a mim para longe de ti, só porque não consegues discernir atitudes e nasceste cego pela vingança.
És um assassino no que toca às minhas emoções. Custa-me crer que para ti sou apenas alguém que libertou essa tua vontade de pisar uma ingénua amante que acreditou nas tuas promessas vãs e tão precárias.
Como fui estúpida.
Abdiquei do meu egoísmo, de muitos dos meus defeitos só para te ver sorrir.
Não vejo qualquer ponte porque valha a pena atravessar.
Os teus objectivos prevalecem por entre o que mais me fere.
E ferida por ferida, prefiro ficar longe da tua espada.
Como pudeste, sequer, espetá-la se te tentei sempre dar o melhor de mim? Por que é que escolhes ficar mal se podes ficar bem? Por que é que não pensas?
Alguém tão crítico, tão bom conselheiro consegue ser tão incrivelmente egocêntrico e dogmático, com a filosofia do “doa a quem doer, a mim dói-me menos”…
Espero que estejas contente e que cedo tropeces na tua própria encruzilhada para que com estas atitudes erróneas possas crescer e fortalecer-te.
Por agora és apenas demasiado fraco. Tudo te deita ao chão e não te sabes levantar. Demasiado apegado a si próprio, tens muito que saber. Coisas que também me custaram para poder dizer hoje que sei de mim e o que quero.
Se me queres longe da tua estrada, então essa será a última vontade que te concedo.
Caminharei no sentido inverso ao teu e não olharei para trás.
Surpreendeste-me, conseguiste tornar-te feio.

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