terça-feira, 1 de setembro de 2009

Semente


Talvez não mereça palavras. Que se troquem então as locuções que não passaram de meras ilusões e que agora são-me tão amadas.
É talvez um acto penoso todo este negativismo. Colhe-se aquilo que se semeia e, mesmo aquilo que prevalece ainda como semente, logo se transforma e cresce tão perfeito, tão completo.
Julgo haver aqui um mau uso de vocabulário por entre tanto outro já em desuso, esqueço-me dos valores.

Do valor de cada coisa, de cada semente plantada.

E talvez seja o fervor que me deixa meio atarantada sem saber bem pensar nem ver o grande que está e sempre esteve bem diante dos meus grandes olhos castanhos.

As percepções clarificaram-se e sinto-me submersa num tremendo estado de pureza.

Vejo beleza em tudo o que me rodeia e já nem o mal tanto me atormenta.

Foi plantada subtilmente uma semente e eis que cresce e floresce e…

E tenho um sorriso vencedor, forte, delineado e tenaz, construído com forças naturais tão apaziguadoras, especiais e impulsivas. Distingo-as pela sua diferença, pela sua singularidade, pelo sentimento que me causa, pelas poucas palavras que me faz dizer acompanhadas por todo um sentimentalismo ritmado pelo forte e apressado bater do coração.

É tão inocente. Tão frágil. Tão puro.
Desculpa-se dizendo por meio de batidas ofegantes, que apenas alimenta aquilo que tão perfeitamente semeaste.


P.S.: Imagem retirada do google.

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