A vida é efémera, finita, padecente. Sobre ela erguem-se pontes várias. Ergo a minha com as dificuldades fisionómicas que detenho.
De nada valem as preocupações, as tristezas, os sorrisos taciturnos e plácidos pois não são eles construtores da minha ponte alta, apenas fazem dela mais pesada, menos alegre, cada vez mais da distante da fronteira já pouco visível.
É preciso ter consciência e ser acima de tudo isso.
Ainda não sei o que procuro, mas sei o que me falta. Sou incapacitada de consegui-lo e tenho uma vontade fraca de desistência.
As palavras caem e perdem o seu sentido. Se são usadas e abusadas desprovidas de inteligibilidade, se caem por cair e não olham para trás nem para o seu rumo, se caem em qualquer lado e de qualquer forma, então não são mais palavras.
Qualquer outro epíteto se lhe pode conceder menos esse. Porque eu amo as palavras. Mais do que amar a palavra palavra em si, amo todo o seu conteúdo que para mim não é vazio, é consciente, é cheio, é um Todo, cai com sentido de quem sabe e se orgulha daquilo que é, e que eu procuro o seu uso sem abuso para me perfazer.
Sustento-me de vocábulos, mas sinto-me cansada, exausta desse vazio que por todo o lado vejo.
Talvez seja um pensamento pessoal e intransmissível que seria tão mais se o não fosse. E a partilha com um outro sujeito poderia ser florida e colorida, e por ela se desenhar um arco-íris. Com a inocência com que uma criança pega nos seus lápis com cores diferenciadas e aproximadas daquilo que pretendem ilustrar e deixa o seu traço conciso fluir. Porque ela sabe o que desenhou e defende muito melhor que eu que não vejo o vasto muito que ela vê porque já tenho palas.
É uma inocência puritana. Até mesmo as suas palavras pressupõe um intenso significado e são tão belas com aquela pronunciação ainda insípida, mas segura, sempre segura.
A minha ponte é cheia de palavras completas e ainda não são suficientes, é infinitamente grande e vasta, mas as palavras não chegam.
Por isso, complemento-as com o conteúdo com que as preencho e talvez assim alcance a outra margem.
A intelectualização das emoções, faz de mim um ser muito mais racional e objectivo, pragmático e utilitarista ou antes Kantista nalguns dos seus princípios.
O difícil está precisamente na evasão para esse exterior intelectualizado, onde olho de fora de mim para dentro, como um estranho que me observa e me interpreta com os meios poucos e incongruentes de que dispõe.
Esta acção conduz-me a repensar-me como uma demente ininteligível incapaz de se deixar penetrar no seu mundo ou no dos outros, para poder coexistir.
Fundamentos baseados na impropriedade dos dados, donde extraem, consequentemente, a falaciloquência.
Não baixo, portanto, a minha muralha, para que as suas armas rudimentares me não possam atingir.
Não percebo percebo atitudes dessa natureza e não percebo porque continuo a ser cada vez mais díspar, cada vez mais distante.
De nada valem as preocupações, as tristezas, os sorrisos taciturnos e plácidos pois não são eles construtores da minha ponte alta, apenas fazem dela mais pesada, menos alegre, cada vez mais da distante da fronteira já pouco visível.
É preciso ter consciência e ser acima de tudo isso.
Ainda não sei o que procuro, mas sei o que me falta. Sou incapacitada de consegui-lo e tenho uma vontade fraca de desistência.
As palavras caem e perdem o seu sentido. Se são usadas e abusadas desprovidas de inteligibilidade, se caem por cair e não olham para trás nem para o seu rumo, se caem em qualquer lado e de qualquer forma, então não são mais palavras.
Qualquer outro epíteto se lhe pode conceder menos esse. Porque eu amo as palavras. Mais do que amar a palavra palavra em si, amo todo o seu conteúdo que para mim não é vazio, é consciente, é cheio, é um Todo, cai com sentido de quem sabe e se orgulha daquilo que é, e que eu procuro o seu uso sem abuso para me perfazer.
Sustento-me de vocábulos, mas sinto-me cansada, exausta desse vazio que por todo o lado vejo.
Talvez seja um pensamento pessoal e intransmissível que seria tão mais se o não fosse. E a partilha com um outro sujeito poderia ser florida e colorida, e por ela se desenhar um arco-íris. Com a inocência com que uma criança pega nos seus lápis com cores diferenciadas e aproximadas daquilo que pretendem ilustrar e deixa o seu traço conciso fluir. Porque ela sabe o que desenhou e defende muito melhor que eu que não vejo o vasto muito que ela vê porque já tenho palas.
É uma inocência puritana. Até mesmo as suas palavras pressupõe um intenso significado e são tão belas com aquela pronunciação ainda insípida, mas segura, sempre segura.
A minha ponte é cheia de palavras completas e ainda não são suficientes, é infinitamente grande e vasta, mas as palavras não chegam.
Por isso, complemento-as com o conteúdo com que as preencho e talvez assim alcance a outra margem.
A intelectualização das emoções, faz de mim um ser muito mais racional e objectivo, pragmático e utilitarista ou antes Kantista nalguns dos seus princípios.
O difícil está precisamente na evasão para esse exterior intelectualizado, onde olho de fora de mim para dentro, como um estranho que me observa e me interpreta com os meios poucos e incongruentes de que dispõe.
Esta acção conduz-me a repensar-me como uma demente ininteligível incapaz de se deixar penetrar no seu mundo ou no dos outros, para poder coexistir.
Fundamentos baseados na impropriedade dos dados, donde extraem, consequentemente, a falaciloquência.
Não baixo, portanto, a minha muralha, para que as suas armas rudimentares me não possam atingir.
Não percebo percebo atitudes dessa natureza e não percebo porque continuo a ser cada vez mais díspar, cada vez mais distante.
P.S.: Mar, o homem e o turbante são stock, tudo o resto foi da minha autoria.
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