Vou dar-te uma novidade gigantesca e exacerbada: o mundo não gira à tua volta. Chocante e, a priori, a vontade é de tornar tudo isso refutável. É-o de facto, porque me refugio debaixo de uma grande abóbada hiperbólica. Contudo, há certas coisas que precisam de se tornar audíveis, que as deixemos tirar os nós nas delicadas gargantas.
Se a vida para ti é pautada por uma leve harmonia e uma densa segurança, a minha não o é por infelicidade minha. Se eu não sou borboleta aprazível o suficiente para puder voar no teu jardim que exala o cheiro teu, então expulsa-me logo do território onde não sou bem recebida.
Dizes que não com uma consonância pouco credível. Cubro-me toda dela pois quero fazer da mesma realidade do agora, apesar de saber o quanto distante me é.
Sei, perfeitamente, que a minha decisão vai afectar e por isso, vou esperar para ver se tens o despautério de me tratar com uma indiferença acrescida e desculpares-te com os meus próprios passos.
Meu caro, ponho-te à prova, sem o notares. Quero ver se és capaz de me querer com vontade intrínseca. Não chega um elogiar sobre as minhas delicadas patas, quero um elogio das minhas grandiosas asas, ilustres, esbeltas, que abarcam tudo o que sou e toda a beleza interior que detenho e que a confesso e a oferendo a ti.
Ainda voo aqui. Olha para mim. Estou aqui.
Não vou estar sempre. Também já me disseste que não fazes tenções que esteja. Não sou pessoa de crer no sempre, mas tenho tanta vontade. Alias-me à loucura e eu tento a todo o custo permanecer sã.
Não vou mais lutar por permanecer no teu jardim. Dá-me só um indício que eu voarei logo daqui para fora.
Se não consigo chegar ao teu coração então as minhas tentativas falharam todas e eu sinto-me gasta e incapacitada. Lamento porque te adoro.
Mas assim será. Permanecerá a sensaboria da nostalgia, da forte Saudade.
Se a vida para ti é pautada por uma leve harmonia e uma densa segurança, a minha não o é por infelicidade minha. Se eu não sou borboleta aprazível o suficiente para puder voar no teu jardim que exala o cheiro teu, então expulsa-me logo do território onde não sou bem recebida.
Dizes que não com uma consonância pouco credível. Cubro-me toda dela pois quero fazer da mesma realidade do agora, apesar de saber o quanto distante me é.
Sei, perfeitamente, que a minha decisão vai afectar e por isso, vou esperar para ver se tens o despautério de me tratar com uma indiferença acrescida e desculpares-te com os meus próprios passos.
Meu caro, ponho-te à prova, sem o notares. Quero ver se és capaz de me querer com vontade intrínseca. Não chega um elogiar sobre as minhas delicadas patas, quero um elogio das minhas grandiosas asas, ilustres, esbeltas, que abarcam tudo o que sou e toda a beleza interior que detenho e que a confesso e a oferendo a ti.
Ainda voo aqui. Olha para mim. Estou aqui.
Não vou estar sempre. Também já me disseste que não fazes tenções que esteja. Não sou pessoa de crer no sempre, mas tenho tanta vontade. Alias-me à loucura e eu tento a todo o custo permanecer sã.
Não vou mais lutar por permanecer no teu jardim. Dá-me só um indício que eu voarei logo daqui para fora.
Se não consigo chegar ao teu coração então as minhas tentativas falharam todas e eu sinto-me gasta e incapacitada. Lamento porque te adoro.
Mas assim será. Permanecerá a sensaboria da nostalgia, da forte Saudade.
Sem comentários:
Enviar um comentário