domingo, 6 de dezembro de 2009

To Hate

Espetam-se as músicas enquanto cambaleio pois não sei mais cuidar de mim. Sou tão inútil que nem força tenho para lutar contra os sentimentos.
Deixo-me cair e ser pisada segurando-me fortemente ao pilar da minha única sobrevivência, aquele único de maneira tão intrínseca me liga a ti.
Não quero mergulhar sem saber se é seguro e, sem de mim saber, já me encontro submersa e os meus músculos parecem tensos e têm receio de me fazer nadar.
O mar é um mundo. E tal como a palavra indica, é vasto, bonito e igualmente perigoso. A sua penetração não é, de todo, uma fonte segura e já lá ficaram tantas cabeças.
Por favor que não lá fique a minha.
Parece que tudo é desfocado e o dia está tão claro e a água tão transparente.
Estou tão cega de sentimento que só te vejo a ti.
Estou doente. Extremamente doente. Para aonde foram os médicos agora que me sinto tão fraca? Que medicação terei de tomar para aliviar este vazio, este sofrimento permanente, esta angústia, esta “felicidade” de vaivém?
Estou de cama, maluca, a alucinar, a amar quem se não deve, a ser-me demasiado, a dar de mim quando não devo, que raio de instrução recebi eu? “Se te magoam continua lá”?!
Não quero viver nenhuma mentira ou viver um amor intenso sozinha.
Que alguém me puxe deste barco porque eu não quero afundar-me nele sozinha.
Já mergulhei neste mar profundo e de lá quero distância senão não conseguirei aqui continuar viva.
Obrigada por me fazeres gostar de ti para agora sofrer por gostar-te demais sem reciprocidade.


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