segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bate Tolo, Bate

Bate. Bate. Bate.
É tão veloz quando te sente.
Não se esquece.
“É teu amor
É tão real.”

Bate. Bate.
É por amor.
Infame e louco,
Docemente apaixonado.

Bate. Bate e deixa bater.
Bate por devaneios.
Bate por anseios
meus.
Bate por te ver.

Bate e vai cedendo.
Escravo, fiel, obediente.
Como que incansável e resistente.
E, até, dolente.

Bate. Bate. Bate.
Admirável é sua firmeza.
Denota-se ávido e ímpar.
Tolo. Nada sabe sobre o amor.

Bate tonto. Bate em vão.
Não percebe.
Mas bate. E como bate!
Animal feroz.
Ameaça – que é já de sua raça–,
Deitar garras em terreno inimigo.
Bate tão cegamente que mesmo vendo não vê.
Não vê ou finge.
Porque o não quer.

E bate. Bate e
Ouve a voz da consciência.
Finge ouvidos moucos.
Grita porque ama e quer bater.
Triste.
Porque sabe que por amar
Se vai perder.

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