domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sonhos

São sonhos. São meros míseros sonhos. Aparentemente insignificantes, mas que se repetem e me deixam em nenhuma outra posição senão como se vivesse essa prospectiva. Como sendo real, difamadora, dolente e terrível… terrivelmente próxima.
Quanto mais se aproxima mais monstruosa se me mostra e mais eu me sinto perdida. E pior do que me perder de ti é perder-me de mim. Se estou contigo eu sou contigo, mas se não estou, também não sou simplesmente.
É estranho procurar certezas em sonhos que  mas não podem trazer. Todavia aquilo que sonho é tão possível que me faz duvidar de que não possa acontecer.
E se acontecer, que fazer?
Não sei.
Morro só de sonhar. Não quero, por nada, que o sonho perca as suas capacidades oníricas e me esmague, que me aprisione com o seu olhar vencedor uma ínfima formiga derrotada no meio deste mundo todo.
Não me considero capaz de enfrentar tal coisa e já estou tão balançada que é o vento que me orienta o rumo.
Não sei são, probabilisticamente, as palavras que mais vezes profiro. Vagamente. São tão soltas e sem qualquer conteúdo… são o ar que respiro, no qual me envolvo e me embriago.
Desisti de te perceber. Sou limitada e as minhas capacidades inatas mo não permitem.
Pena sentir. Mas nada mais ao meu alcance está que possa fazer. Não é mais meu dever ocupar-me de um só remo se o barco só avançará com os dois.
Se o que sonho noite após noite sair do seu mundo imaginário para o mundo cruel e real não creio que as minhas forças queiram mais lutar.
Cansei-me. Esgotaste-me.
Não importa se gostas, se não cuidas, se não queres proteger e viver cada minuto como se fosse o último.
Nada do que digas que sentes é relevante se não me deres aquele abraço, se não disseres que queres que seja tua, se não me adocicares com as tuas palavras que sempre tomei como cheias para me preencherem.
Evitas-me e canso-te. E por isso, sou eu agora que me anuncio como fatigada. Sou apenas um ínfima parte deste mundo e há tanta gente melhor.
Quero que sejas feliz e quero sê-lo também.
Se me não queres não desperdices o pouco valor que tenho.
Se o não queres deixa-me ao menos guardá-lo.
Eu amo-te.
Mas pelos vistos amar-te não chega.

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