domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nock Nock

Oiço um nock nock na porta. O meu corpo paralisa como uma estátua.
Sinto um tremer, um calafrio preenche-me o corpo todo e sou pedra naquele momento.
Pensamentos vários, múltiplos em voos de vaivém atingem-me e sou alvo de deliberações que não quero, imagens que não quero ver, recordações das quais não quero lembrar. Tudo dói e me parte.
O meu corpo não é mais do que um frágil pedaço de vidro facilmente estilhaçado. Estou petrificada e, de fora, se me não denotam um único movimento.
Dizem que morri. Não correm para me socorrer porque sabem que há muito que estou morta…
O espírito!
Vê-se a léguas. Ela está desalmada. Não sente. É pedra!
O corpo serve-lhe apenas como um instrumento de construção, de onde fluem ideias onde a maioria delas podem ser realizadas...