Guarda o sorriso,
E as palavras,
E o olhar,
Guarda tudo de mim que conseguires.
Eu farei o mesmo contigo.
E as palavras,
E o olhar,
Guarda tudo de mim que conseguires.
Eu farei o mesmo contigo.
Canta-me vezes sem conta
E, encanta-me com tão poucas palavras,
Se são tuas são perfeitas.
Procuro uma brecha dentro do teu casulo,
Sei que há muito por conhecer,
Sei que há tanto por desvendar,
Se o sigilo perdeu o seu sentido,
Então não há nada que me impeça de me entregar.
Os tempos chuvosos fazem o tempo perdurar
E nem nos damos conta da loucura das palavras
Soam-me sempre tão bonitas,
Por mais ridículas que sejam.
Então é este sentimento parceiro de devaneios,
Então é este sentimento que me rouba a decência dos vocábulos,
E me deixa nesta posição infame,
Entregue a esta afecção que me faz parecer assim,
Ainda mais burlesca.
E já nem os poemas rimam
E já nem as palavras bem soam
São, contudo, mais que vividas.
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