A noite cai, pachorrenta, mas sigilosa, sabe daquilo que eu não sei. Murmura-me mundos sem fim, enquanto tento esvaziar o meu pensamento e dormir.
É como um fantasma que me persegue, que me invade os sonhos e que me não deixam acalmar.
Tenho medo. Medo de arriscar tudo de novo e tudo isso ser de novo o pó que o vento leva, nestes frios tempos de Inverno.
Se me perguntasses não te saberia dizer o que por aqui pára.
Talvez ideias soltas, talvez pensamentos insípidos. Todavia, só quero que cessem. Que cessem para poder pôr de parte este meu receio e recomeçar-me menos pesada.
Pensar que me escapas da mão num ínfimo sopro perturba-me. É, por outro lado, bom saber que me tenho que esforçar sempre. É o que quero, só não me quero iludir. Esse é o meu único receio. Temo e ponho em causa a minha própria importância e o meu valor. Pois o meu amor-próprio, também esse, não me corrobora as firmezas que necessito e, por vezes, apesar de nada fazeres, pareces apartado.
E, por isso, tenho medo e sinto-me noite. A noite que cai, pachorrenta e sigilosa.
E a diferença entre o ser e o sentir-me como tal, está precisamente no simples facto de não encontrar respostas para as minhas próprias perguntas e, temer o arriscar, pois pode ser ou não a minha corda no pescoço e algum “I told you so” da consciência.
É tão difícil perceber-te. É tão estranho sentir-te verdadeiro, mas nem sempre te sentir comigo.
A tua vegetação é densa demais. Tento percorrer-te para te descobrir mas ela enclaustra-me todas as hipotéticas entradas e, diz-me com um ar de regozijo “terás de confiar naquilo que os teus cinco sentidos não alcançam”. Senti-lhe uma certa ironia na voz.
Recuo todos os passos, recolho-me no meu leito, fecho os olhos com o peso que o mundo causa nas minhas fracas pálpebras e, durmo descansada… porque confio.
É como um fantasma que me persegue, que me invade os sonhos e que me não deixam acalmar.
Tenho medo. Medo de arriscar tudo de novo e tudo isso ser de novo o pó que o vento leva, nestes frios tempos de Inverno.
Se me perguntasses não te saberia dizer o que por aqui pára.
Talvez ideias soltas, talvez pensamentos insípidos. Todavia, só quero que cessem. Que cessem para poder pôr de parte este meu receio e recomeçar-me menos pesada.
Pensar que me escapas da mão num ínfimo sopro perturba-me. É, por outro lado, bom saber que me tenho que esforçar sempre. É o que quero, só não me quero iludir. Esse é o meu único receio. Temo e ponho em causa a minha própria importância e o meu valor. Pois o meu amor-próprio, também esse, não me corrobora as firmezas que necessito e, por vezes, apesar de nada fazeres, pareces apartado.
E, por isso, tenho medo e sinto-me noite. A noite que cai, pachorrenta e sigilosa.
E a diferença entre o ser e o sentir-me como tal, está precisamente no simples facto de não encontrar respostas para as minhas próprias perguntas e, temer o arriscar, pois pode ser ou não a minha corda no pescoço e algum “I told you so” da consciência.
É tão difícil perceber-te. É tão estranho sentir-te verdadeiro, mas nem sempre te sentir comigo.
A tua vegetação é densa demais. Tento percorrer-te para te descobrir mas ela enclaustra-me todas as hipotéticas entradas e, diz-me com um ar de regozijo “terás de confiar naquilo que os teus cinco sentidos não alcançam”. Senti-lhe uma certa ironia na voz.
Recuo todos os passos, recolho-me no meu leito, fecho os olhos com o peso que o mundo causa nas minhas fracas pálpebras e, durmo descansada… porque confio.
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