Às vezes não sei o que pensar. Sinto-me demasiado seca e sinto que exagero na quantidade de afecções. Talvez devesse ser aquilo que não consigo, menos emotiva. Talvez devesse fugir à minha essência para me proteger, mas, interiormente, sei que é algo demasiado inacessível e incrédulo.
Ser ridícula é capaz de ser uma das minhas facetas, pelo menos fazem para que o seja.
E o olhar em frente, sem vergonha de expressar qualquer tipo de emoção, passa a ser censurado. O inevitável sucede-se e eis que cai a lágrima, irrequieta, no canto da pálpebra.
Escorre devagar sem proibições temporais. Carrega consigo tudo aquilo que sabe, palavras não ditas e emoções não expressadas, mas tão imensamente sentidas.
Dizem mais que se calhar tantos vocábulos que desta boca infame se fazem por libertar. Voam desinteressados, talvez messiânicos, à espera e em busca de um outro dizer, caloroso e receptivo, em vez de um simples fechar de lábios.
Não quero parecer tola, nem encarnar em tal palavra, mas, por vezes, sinto-me como tal.
Fazes-me desacreditar no que pensei que fosse importante para ambos e não saber o que substituir em vez disso.
Sou recessiva a palavras que muito dizem, a olhares que muito dizem e a gestos que nenhuma palavra consegue tomar o seu lugar.
Talvez receio. Talvez receio de não ser capaz de ter certezas. Talvez pânico do sentir em tempos vindouros. Talvez um deitar a cabeça ao mar na esperança de que as respostas estarão lá no fundo, embora saiba que o único fundo em que se encontram pertence-te.
Não o partilhas e esperas que o perceba por meio de incertezas que não me dão qualquer travo de algo que é, realmente, definido.
Deixas-me nesta agonia de te tentar perceber e que faz de ti este ser duo. Tão entusiasmante e tenebroso, simultaneamente, no que toca a emoções.
Talvez espere pelo que quero que venha e que faço por isso, mas às vezes derrubas-me e fazes-me sentir incapacitada de subir a tão alta montanha, então, páro.
Não quero cair, se a vou escalar terá que ser com uma iniciativa inspiradora, com apoio e vontade da outra parte que até ao cume chegue. Caso contrário, permanecerei cá em baixo, pensativa e na minha pequena introspecção enquanto aguardo por um sinal qualquer que me mostre o caminho e me ampare a queda por qualquer pé mal colocado.
Parece, então, que os altos e baixos têm de ser constantes na minha pessoa emotiva, ou não estaria a ser eu mesma.
Nunca pensei temer tanto um sentimento. Temer quando se tornar intrínseco.
Ser ridícula é capaz de ser uma das minhas facetas, pelo menos fazem para que o seja.
E o olhar em frente, sem vergonha de expressar qualquer tipo de emoção, passa a ser censurado. O inevitável sucede-se e eis que cai a lágrima, irrequieta, no canto da pálpebra.
Escorre devagar sem proibições temporais. Carrega consigo tudo aquilo que sabe, palavras não ditas e emoções não expressadas, mas tão imensamente sentidas.
Dizem mais que se calhar tantos vocábulos que desta boca infame se fazem por libertar. Voam desinteressados, talvez messiânicos, à espera e em busca de um outro dizer, caloroso e receptivo, em vez de um simples fechar de lábios.
Não quero parecer tola, nem encarnar em tal palavra, mas, por vezes, sinto-me como tal.
Fazes-me desacreditar no que pensei que fosse importante para ambos e não saber o que substituir em vez disso.
Sou recessiva a palavras que muito dizem, a olhares que muito dizem e a gestos que nenhuma palavra consegue tomar o seu lugar.
Talvez receio. Talvez receio de não ser capaz de ter certezas. Talvez pânico do sentir em tempos vindouros. Talvez um deitar a cabeça ao mar na esperança de que as respostas estarão lá no fundo, embora saiba que o único fundo em que se encontram pertence-te.
Não o partilhas e esperas que o perceba por meio de incertezas que não me dão qualquer travo de algo que é, realmente, definido.
Deixas-me nesta agonia de te tentar perceber e que faz de ti este ser duo. Tão entusiasmante e tenebroso, simultaneamente, no que toca a emoções.
Talvez espere pelo que quero que venha e que faço por isso, mas às vezes derrubas-me e fazes-me sentir incapacitada de subir a tão alta montanha, então, páro.
Não quero cair, se a vou escalar terá que ser com uma iniciativa inspiradora, com apoio e vontade da outra parte que até ao cume chegue. Caso contrário, permanecerei cá em baixo, pensativa e na minha pequena introspecção enquanto aguardo por um sinal qualquer que me mostre o caminho e me ampare a queda por qualquer pé mal colocado.
Parece, então, que os altos e baixos têm de ser constantes na minha pessoa emotiva, ou não estaria a ser eu mesma.
Nunca pensei temer tanto um sentimento. Temer quando se tornar intrínseco.
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