Fecho os olhos.
O mundo lá fora é tão feio. E tão feio que custa-me olhar. Custa-me pensar. Custa-me recordar. Custa-me saber.
Fecho os olhos.
Não abro.
Sinto-me tão salgada.
Memórias, memórias.
Sinto-me tão salgada.
Quero sair.
Quero libertar-me de mim.
Não abro os olhos, tenho medo.
Medo de tudo o que me rodeia.
Sou criança e careço de um abraço forte.
De quem não sei nem conheço.
Sou uma estranha.
Já não há canções de embalar.
Não há segurança nem firmeza.
Há a lembrança. Há a lembrança.
Deixa-me porque não quero pensar.
Não quero pensar.
Sinto-me demasiado salgada e afogada na minha própria humilhação.
Quero cerrar os olhos e não abrir enquanto existir.
1 comentário:
Boa Ana!
Tens uns textos mt bons!
Continua! ** AR
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